Odair comenta desfalques e bolas paradas no empate do Athletico

Odair Hellmann comenta desfalques, bolas paradas e o empate do Athletico no Brasileirão, destacando a importância dos jovens da base no time.

24 DE OUTUBRO · 3 MIN DE LEITURA+5pontos pela leitura

No jogo entre Vitória e Athletico-PR pela 32ª rodada do Brasileirão 2026, o Furacão conquistou um ponto importante fora de casa ao empatar em 1 a 1. Em um duelo marcado por dificuldades e um gramado complicado, o técnico Odair Hellmann valorizou o resultado conseguido pela equipe. Para ele, somar pontos em um campeonato tão equilibrado e longo é fundamental, principalmente quando o time está pressionado por desfalques.

O treinador destacou as dificuldades que o time enfrentou especialmente no setor defensivo, afetado pela ausência de jogadores importantes. Arthur Dias e Dantas estavam no departamento médico, enquanto Carlos Terán está fora dos planos. Com essas baixas, Odair precisou fazer mudanças no setor de zaga e escalou o jovem Bruno Baldini como titular, além de lançar no segundo tempo outro garoto da base, Kauan Alemão, ambos fazendo suas primeiras aparições no time principal.

A instabilidade na defesa, segundo o treinador, tem impacto direto nas bolas paradas. Odair explicou que a defesa costuma ganhar organização e entrosamento com o trabalho constante, mas as trocas frequentes na linha defensiva prejudicam essa sintonia, aumentando a vulnerabilidade da equipe nesses momentos decisivos. O técnico reconheceu que o time tem sofrido gols especialmente em lances de bola parada, o que é um ponto a ser corrigido nos próximos jogos.

Apesar do cenário complicado, o Furacão mantém a regularidade na competição. Com 54 pontos, o time segue firmemente entre os quatro melhores colocados da Série A, mantendo a posição no G5 após a 32ª rodada. Odair acredita que, mesmo com as mudanças na estrutura e a necessidade de improvisar, o time tem conseguido se manter competitivo e comprometido em campo, um fator que deverá ser fundamental para as rodadas finais.

No ataque, o treinador falou sobre o desempenho de Kevin Viveros, camisa 9 do clube, que não marca há dois jogos. Segundo Odair, as condições do gramado e a marcação adversária dificultaram o trabalho do atacante. Além disso, ressaltou que a forte marcação, com puxões e agarrões frequentes, atrapalha o ritmo do jogador, que é veloz e precisa de passes mais rápidos para criar oportunidades. Mesmo sem balançar as redes, o técnico elogiou a luta e a movimentação de Viveros.

Odair concluiu ressaltando a importância de manter a calma e a confiança nos atletas da base que foram utilizados. A experiência adquirida por Bruno Baldini e Kauan Alemão, assim como a mobilização do elenco em um momento delicado, podem ser decisivas para as próximas partidas. O treinador deixou claro que o foco agora é trabalhar para ajustar os detalhes defensivos e buscar novas estratégias para explorar melhor o ataque, especialmente nas jogadas de bola parada.

O próximo desafio do Athletico no Brasileirão será uma ótima oportunidade para ver como a equipe vai se comportar com as mudanças recentes e se conseguirá voltar a vencer para continuar firme na briga pelo topo da tabela. A torcida pode esperar um time buscando intensidade e organização, com a base ganhando espaço e os jogadores experientes tentando retomar o ritmo em campo.

Fora das quatro linhas, o clima no CT tem sido de bastante trabalho e responsabilidade. A direção reforça o apoio ao time e acompanha de perto a evolução dos jovens, que podem ser peças fundamentais para o Furacão no segundo semestre. A regularidade e a adaptação às dificuldades é o caminho para o clube seguir forte rumo aos objetivos principais em 2026.

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